Há
alguns anos atrás os homens nem cogitavam que os recursos naturais fossem
limitados. Prova disto, bem perto de nós, está o pouco que restou da Mata
Atlântica, e a escassez da madeira que originou o nome do nosso país, o pau-brasil,
que “quase” não existe mais aqui.
Talvez
eles não conhecessem outra forma de promover o seu sustento, se não, pela
exploração intensa dos recursos naturais do planeta.
No
entanto, a preocupação com esses recursos, vem tornando-se bastante conhecida.
Em 1972 ocorreu a 1º conferência sobre meio ambiente, o que poderíamos chamar
de o grande marco para o início da “Nova Economia”.
Por
isso, o termo “sustentabilidade” não é necessariamente novo. Brundtland, no
capítulo 2, parágrafo 1, a conceitua como: “o processo que satisfaz as
necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de
suprir suas próprias necessidades.”
Até
os anos de 1980 o termo “sustentável” era utilizado apenas por ecologistas,
referindo-se a uma área ambiental que permanecia estável e resiliente, apesar
das agressões humanas. Em 1980, a primeira ministra da Noruega Gra Harlem
Brundtland presidiu uma Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento,
retomando os debates sobre a preservação do meio ambiente. Em 1989, uma resolução
proposta pela ONU, elaborou estratégias para deter a degradação ambiental e
promover um desenvolvimento sustentável. Em 1992 se deu a criação da Agenda 21,
que contou com a participação de delegações de 175 países, com o objetivo de
incorporar o desenvolvimento sustentável em suas políticas públicas.
Atualmente,
o termo “sustentabilidade”, trata-se de um conceito associado a valores
econômicos, ambientais e sociais, que possuem o sentido essencial de dar boas
condições de vida a nossa geração e as gerações futuras.
O
que está em foco sobre a sustentabilidade é a sobrevivência do ser humano.
Pertencemos
a uma geração que obteve avanços em diversas áreas do conhecimento, e mesmo
assim, quando de trata em preservar os recursos do planeta, ainda é preciso
lidar com sérias dificuldades. Um exemplo que ilustra essa situação é a negação
de muitos – empresas, governos, indivíduos, entre outros, da situação
insustentável entre os seres humanos e o planeta. As mudanças climáticas
comprovam o grande descaso, a índices significativos de mortes e estragos por
causa da seca, temperaturas elevadas, deslizamentos e vendavais; as fases de
crescimento e floração das plantas e frutos estão mudando, as rotas de migração
dos animais estão sendo alteradas; os níveis dos oceanos estão aumentando. Além
do impacto das mudanças climáticas sobre os ecossistemas; outro fator
preocupante são as ameaças as reservas de águas, provocada pelo crescente
aumento populacional e pelas áreas que precisam ser irrigadas para produção de
alimentos.
É
importante ter em vista, que muitos problemas estão, ou pelo menos tentando
ser, minimizados. E como conseguir isto?...Mudanças comportamentais serão
necessárias. Análises apontam que a transição para uma sociedade sustentável
envolve desenvolvimento de tecnologias voltadas para esse tema, inovações
empresariais de produção – que deverá analisar com cautela a matéria-prima
utilizada e o destino de seus produtos após o consumo, além de mudanças nos
hábitos individuais de consumo, os governos também deverão mobilizar e até
mesmo, induzir, as mudanças necessárias. Hoje no Brasil já existem algumas leis
que impõem práticas sustentáveis à sociedade, mais inda falta muito.
De
acordo com o relatório sobre desenvolvimento sustentável do Banco Mundial,
elaborado em 2010, é preciso agir imediatamente ou as opções podem desaparecer.
Os
indivíduos e as organizações é que determinarão o futuro do planeta, e o que de
fato preocupa, é que apenas uma parte, bem pequena, está colaborando.
Segundo
Jackson, 2009, p.6; é preciso se perguntar: Desejamos prosperidade apenas, ou
queremos que ela seja duradoura?
E as
empresas? A sua empresa? Ela já esta tomando iniciativas para se posicionar na “Nova
Economia”?
Na
economia clássica, como já sabemos, o objetivo de cada empresa é obter o maior
lucro possível, na Nova Economia ou Economia Sustentável, aos fatores
financeiros agregam os ambientais e sociais, que juntos formam o que chamamos
de o “Tripé da Sustentabilidade”, já comentado anteriormente.
No
entanto, como saber se a empresa que você trabalha é ou está tentando ser
sustentável?
É
preciso que você analise se ela preocupa-se apenas com o lucro, ou, além disso,
com o uso e o desperdício dos seus recursos, com seus resíduos, seu lixo e com
a sociedade ao seu redor, além do descarte dos seus produtos após o consumo.
Para
Willard, 2009, p. 12, os esforços empresariais devem estar voltados para as
seguintes áreas: energia e mudança climática, água e alimentos, resíduos,
pobreza e justiça social.
Considerando
que as pessoas, hoje em dia, passam a maior parte do seu tempo dentro das
organizações, e estas influenciam e recebem influências, são as empresas que
têm grande responsabilidade em despertar a consciência ecológica de seus
membros e vice-versa. O fato é que poucas empresas estão assumindo uma postura
sustentável.
Como
indivíduo ou empresa, é necessário que façamos a nossa parte, através de um
consumo consciente, que envolve a escolha do que consumir e de quem consumir; o
uso racional da água e a preocupação com o destino do nosso lixo.
Vale
a pena vestir a camisa para a nossa posteridade desfrute de boas condições de
vida.
Acesse:
Você encontrará dicas para
economizar água.
Siga as instruções da
calculadora que mede a sua “Pegada Ecológica”, ou seja, o quanto você consome
da natureza para sustentar seu estilo de vida.
O Instituto Akatu, em seu
site, dá dicas de como mudar seus hábitos de consumo.
Lembre-se:
“O dever é uma coisa
pessoal: decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de
insistir com os outros para que façam qualquer coisa”
Madre Teresa de
Calcutá
Adaptação de:
PEREIRA, Adriana Camargo;
SILVA, Gibson Zucca da; CARBONARI, Maria Elisa Ehrhardt. PLT – Sustentabilidade
na prática: fundamentos, experiências e habilidades. São Paulo/Valinhos:
Anhanguera Publicações LTDA, 2011.
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